Associação dos Treinadores de Corrida de São Paulo

Dicas do Treinador

Alterações Fisiológicas no Frio

A transferência de calor se processa do corpo para o meio ambiente e a temperatura central é mantida sem esforço fisiológico excessivo. Contudo, no frio extremo, pode ocorrer perda excessiva de calor, especialmente em repouso. Nessa situação, a produção de calor aumenta e sua perda é retardada à medida que se processam ajustes destinados a prevenir uma queda na temperatura interna.

Ajustes vasculares são destinados a manter a temperatura central, direcionando o fluxo sanguíneo da superfície corporal para o centro. A atividade muscular, também, é uma forma de ajuste ao estresse térmico ao frio, à medida que o metabolismo energético do exercício consegue manter uma temperatura central constante numa temperatura ambiente de até menos 30o C, sem a necessidade de usar uma vestimenta pesada e restritiva.

Durante a exposição ao frio, a maior produção de calor é devida, em parte, à ação dos dois hormônios da medula supra-renal: adrenalina e noradrenalina. É igualmente possível que o estresse prolongado do frio aumente a liberação do hormônio tireóideo, tirosina, que produz uma elevação permanente no metabolismo em repouso, sendo assim, consegue manter a temperatura corporal em níveis adequados. Indivíduos que apresentam uma camada de gordura subcutânea grande conseguem fazer uso da mesma como isolante ao estresse do frio.

Ao contrário, a interrupção da atividade física deixa o organismo mais vulnerável a doenças oportunistas.

As pessoas necessitam se manter ativas mesmo durante o inverno. Por isso, algumas atitudes podem ser tomadas como forma de prevenir vários inconvenientes. O uso de pelo menos duas camadas de roupas leves para realizar as atividades físicas em temperaturas muito baixas, facilita o aprisionamento do ar perto da pele, assim, o isolamento será mais eficiente. A lã ou os tecidos sintéticos tipo polipropileno que isolam muito bem e secam rapidamente conseguem desempenhar essa finalidade.

Um gorro de lã contribui consideravelmente para a conservação do calor, pois cerca de 30 a 40% do calor corporal são perdidos através da região cefálica altamente vascularizada e que representa apenas aproximadamente 8% da área corporal superficial. A ingestão de água, em repouso ou durante as atividades físicas, também deve ser excessiva, pois perdemos água para umedecer o ar frio que aspiramos e, que necessita ser aquecido. Devemos fazer uso de roupas secas imediatamente após o término das atividades, para facilitar a manutenção da temperatura e do calor que estará sendo irradiado pela pele.




Foto Alex Bruno Olivatto

Alex Bruno Olivatto (Aquário 1 Asses. Esportiva)
CREF 016208 - G/SP
Associado ATC Nº. 061
aquario1@uol.com.br




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